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“Gay não é sinônimo de homossexualidade masculina. É apenas um movimento equivocado, que se acha porta voz de todos os homens que fazem sexo entre si.” Fraterno Viril.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Enfim a resposta de Jack Donovan


Demorou, mas em 31 de maio último Jack Donovan fez uma primorosa defesa de seu ideário e respondeu às antigas acusações de ser fascista, racista, etc. Gostei do que li e recomendo atenta leitura de sua postagem.
Confesso que eu andava meio intrigado e receoso dos novos rumos do rapaz do Oregon (EUA). Se bem que textos bem escritos e argumentados costumam ter suas armadilhas, principalmente se o autor usar e abusar de: licença poética, bom humor, fina ironia e gíria regional.
Ele é uma pessoa pública, polêmica e pisa num vespeiro, portanto leva porrada de todo lado. Mas reitero que a web virou território livre de gente mau caráter e oligofrênica (imbecilizada) sem um pingo de traquejo social e cultural, que passam a vida criticando tudo e todos de forma impertinente e patética.

Why I Am Not A White Nationalist - Por que eu não sou um nacionalista branco
http://www.jack-donovan.com/axis/2017/05/why-i-am-not-a-white-nationalist/

domingo, 2 de abril de 2017

'O amor entre iguais segundo Shakespeare' - Antonio Gonçalves Filho

Foto: Craig Schwartz - Os 2 Primos Nobres - Lowell Davies Festival Theatre

Transcrevo artigo: ‘O amor entre iguais segundo Shakespeare’ - Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S. Paulo - 21 maio 2017 - página E1

“Somos uma mina infinda, um para o outro; somos esposos, cujo afeto sempre renasce; Somos pais, amigos, sócios; um a família do outro; sou teu herdeiro, e tu és o meu. O nosso legado é este lugar: que nenhum tirano ouse tirar-nos; aqui, com paciência, teremos vida longa e afetuosa”. (Arcite)
“Tu me deixaste - grato primo Arcite - quase enamorado do cativeiro. Que infelicidade é viver lá fora! Assim vivem as feras, penso eu. Aqui a corte é mesmo mais contente...” (Palamon)
Da obra:  Os Dois Primos Nobres  -  William Shakespeare e John Fletcher  -  Ed. Iluminuras

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Omosessuali di estrema destra


Nos idos de 2010/11, quando internet era infinitamente mais interessante e menos tola e perigosa, encontrei um blog de um italiano chamado Ben: http://signal-it.blogspot.com
Curiosamente, ele deixou de postar faz tempo; seu blog continua online, mas abandonado como uma ruína romana. Nunca vi a mais remota menção dele e seu link na web brasileira; será que eu fui o único leitor dele no Brasil? Não o divulguei (apenas a dois dos nossos), pois tenho receios de que caras sem traquejo e discernimento político possam entrar nesta ‘trip’ de liderança / extrema direita / neo nazifascismo que retornam ciclicamente em épocas de crises. Fico perplexo com membros das ditas ‘gangues nazis brasileiras’ que saem fantasiados pelas madrugadas de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre (entre outras) para agredir violentamente todos aqueles (sabemos quem) merecedores de suas iras covardes. Em geral estes perigosos caras, oriundos de nossas tristes periferias, são a ‘fina flor’ da miséria humana brasileira; seus tipos físicos são distantes de qualquer estética europeia ou ariana (matriz de suas ideologias): são cafuzos / mulatos / caboclos descendentes de nossa riquíssima e bela miscigenação. 
Ben é articulado e muito culto, escreve com pertinência dentro de seus conceitos de supremacia étnica italiana. Em princípio, ele parece ser um cara extremamente liberal e aberto, preocupado com problemas contemporâneos de nosso mundo: políticos / ecológicos / sexuais masculinos:

“Avviso ai naviganti - Aviso aos Navegantes”: http://signal-it.blogspot.com/p/prima-pagina.html

“Perché questo blog - Por que este blog”: http://signal-it.blogspot.com.br/p/perche-questo-blog.html

A postagem “Orinatoi e Paruresi  -  Mictórios e Paruresis” é um achado. Ben discorre sobre um assunto que diz respeito a muitos de nós e que eu desconhecia: http://signal2-it.blogspot.com.br/2012/06/orinatoi-e-paruresi.html

Porem na postagem “Mutilazioni genitali maschili  -  Mutilação da genitália masculina”, sinto que Ben ofende de forma discreta os costumes de outras etnias: http://signal-it.blogspot.com.br/2011/01/mutilazioni-genitali-maschili.html

Á medida que vamos lendo as demais postagens, as ideias fascistas italianas do autor afloram. Leiam este blog com atenção e discernimento (via PC, jamais por smartphones); dentro dele há um outro chamado Blog Giornaliero: http://signal2-it.blogspot.com


Não se iludam: historicamente todos os regimes de extrema direita e esquerda (ocidentais e orientais) perseguiram e assassinaram homossexuais masculinos. É uma regra!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Walt Whitman (1819-1892): poeta dos homens camaradas


“Lego umas poucas canções, deixo-as no ar, para camaradas e amantes...”  Labour Saving Machine - Walt Whitman.

“Eu anuncio a estreita afeição, declaro que que ela será ilimitada e sem reservas. Digo que ainda encontrarás o amigo que estavas procurando.”   
So Long - Walt Whitman. 
Tradução: Pompeu de Souza. in Oswaldino Marques - Videntes e Sonâmbulos, Rio de Janeiro: 1955.

“Nós dois, camaradas, agarrados um ao outro, sem largarmos os elos das mãos um do outro.
A errar, daqui prali, pelas estradas, para o Norte, para o Sul, sem destino certo.
Fortes e alegres, abrindo os cotovelos mas prendendo os dedos, um do outro.
De mãos dadas, braços dados, sem medo, a comer e beber e dormir e fazer amor.
Sem outra lei que nós mesmos, vagando, fingindo que trabalhamos; e furtando também e ameaçando a ordem das coisas estabelecida.
Mesquinhos, desprezíveis, alarmando os padres, arrostando o fardo, respirando ar, bebendo água, e dançando na relva e na areia da praia.
Varando as cidades densas, populosas, zombando da lei, de tudo zombando.
Repudiando a fraqueza, na nossa pilhagem gloriosa.”   
We Two Boys Together Clinging - Walt Withman.   

“Num olhar de relance, como se fora por uma fresta, vejo operários e motoristas agrupados juntos ao balcão do bar, em torno da estufa, pois é noite fria de inverno.
Eu, quieto no meu canto, despercebido, vejo um rapaz que me agrada, que se acerca e se abanca à mesa mais próxima, tão perto que pode pegar minha mão.
E, por longo tempo, em meio à bulha e ao tropel das idas e vindas, em meio à bebedeira, às pragas, às pilhérias pesadas, há duas pessoas satisfeitas.
Tão felizes por estarem juntas que poucas palavras bastam, ou nenhuma.”  
Glimpse - Walt Whitman.

“Camarada, isto não é um livro,
Quem pousa a mão aí, toca num homem.
(É noite agora? Estamos, aqui, a sós?)
É a mim que tomas, sou eu quem toma a ti,
Salto dentre estas páginas aos teus braços - a morte traz-me à tona.”
So Long - Walt Withman.
Tradução: Pompeu de Souza. in Oswaldino Marques - Videntes e Sonâmbulos, Rio de Janeiro: 1955.

“... el sol canta por los ombligos de los muchachos que juegan bajo las puentes.”
Ode a Walt Whitman - Frederico Garcia Lorca.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Saudades de Jack Malebranche


Jack Malebranche




Saudades do escritor Jack Malebranche, autor de ‘Androphilia: a Manifesto’ (2007). Os moralistas tremem ao saber que ele foi ‘satanista’ no passado, e isto ainda serve de munição aos ‘gays fundamentalistas’. Tal fato nunca me interessou e cada homem segue seu caminho, laico ou não.
Malebranche foi o pseudônimo de Jack Donovan. A primeira edição de ‘Androphilia’ tinha Malebranche como autor e virou item de colecionador; já as edições posteriores levam o nome de Donovan. Por que ‘saudades’ no título da postagem? Malebranche dizia coisas que me interessava e fortalecia: era ‘afiado’ e sagaz; ‘deitava e rolava’ em assuntos relacionados ao ‘gayismo’; tinha bom humor, qualidade que aprecio e que Donovan perdeu... talvez reflexo do mundo atual.
Donovan é ‘foda’ e sua fase de combate ao ‘gayismo’ já faz parte do passado. Ele agora trilha caminhos que enfatizam o ‘tribalismo masculino’, de antigos costumes viris. É um desenvolvimento natural de seu hercúleo e bem fundamentado trabalho com livros, vídeos, palestras, cursos, artigos. Depois de ‘Androphilia’, escreveu ‘Blood-Brotherhood and Other Rites of Male Alliance’, ‘The Way of Men’, ‘No Man’s Land’, ‘A Sky without Eagles’, ‘Becoming a Barbarian’. Seu trabalho visa qualquer homem do planeta, mas creio que há mais ressonância cultural entre homens norte-americanos / europeus / canadenses / australianos.
Não me excluo de seu público leitor, mas eu duvido que as ‘práticas donovanianas’ tenham alguma ressonância em meu país. Digo isto, por ser um crítico permanente do padrão médio do homem brasileiro: tosco, oligofrênico, ‘programado’, refém do ‘crescei e multiplicai’.
A violência urbana / suburbana / rural, do 1º ao 3º mundo, veio para ficar... e Donovan sabe disto. Penso nas palavras de Lawence Ferlinghetti (líder da geração beatnik e fundador da antológica livraria City Lights Books - San Francisco, EUA), ditas recentemente à Folha São Paulo: "Fronteiras serão mais porosas e o mundo vai ser tomado por hordas étnicas em busca de abrigo e comida”.
Fiquemos atentos ao site do rapaz: Jack Donovan - Masculinity and Tribalism - http://www.jack-donovan.com/axis/

Há quase uma década, Ricardo Líper divulgou pioneiramente Malebranche / Donovan aos homens brasileiros adeptos da Tradição Espartana. Reitero o que escrevi, em 2015, na página ‘Novidades Front’: “O Código dos Homens - Ed. Simonsen foi lançado cá em Pindorama. É a 1ª obra em português do Jack Donovan. Que fique bem claro: quem apresentou Donovan ao Brasil (2007) foi Ricardo Líper, acadêmico da Universidade Federal da Bahia. Fico indignado por Líper não ter sido chamado para fazer a apresentação de tal livro, pesquisador que é da virilidade distante dos ‘programados e gays’.”

Sou um orgulhoso homem oriundo (família paterna e materna) da ‘cultura rural caipira’; esta cultura sobrevive heroicamente nos estados brasileiros de MS, MT, MG, GO, SP, PR. Talvez por isto, eu tenha certa preguiça ‘macunaímica’ (vide ‘Macunaíma’, Mário de Andrade) das atuais ‘aventuras’ de Donovan. Creio que Malebranche era mais universal. Ou, quem sabe, eu tenha parado no imponderável tempo e não esteja entendendo o que se passa com Donovan e seus adeptos.
Em princípio, eu me dirijo e escrevo aos meus camaradas brasileiros, que são poucos e raros. Envaidecido e grato, eu constato que 40% de meus leitores são estrangeiros. Como estes gentis seguidores, de outros países e continentes, traduzem minhas gírias e expressões regionais?

‘Desenterro’ antigos links (resenhas, críticas, entrevistas, vídeos) de Malebranche / Donovan. Caso tenham interesse, pesquisem com a palavra chave ‘jack malebranche + androphilia’. Evitem links mencionando Jack Donovan, pois acessarão os atuais já conhecidos.
http://hooverhog.typepad.com/hognotes/2009/01/the-first-rule-of-androphilia-an-interview-with-jack-malebranche.html
http://www.thinkandask.com/2006/0302076-homo.html
http://www.amerika.org/books/interview-with-jack-donovan/
http://www.scapegoatpublishing.com/blog/2007/book-reviews/midwest-book-review-androphilia-is-highly-recommended/
http://www.wweek.com/portland/article-7053-jack-malebranche-is-totally-not-gay.html
http://www.jjmccullough.com/index.php/2011/09/09/can-gays-be-manly/
http://www.apsatanismo.org/Infernus/pdf/Infernus_009_SOL1_VI.pdf
http://vimeo.com/40527464
http://www.youtube.com/watch?v=khq3yCfQytQ&feature=related